Relatório: Pesquisa e Produção do Infográfico Rihanna


Relatório: Pesquisa e Produção do Infográfico Rihanna

            Tomando como gancho o podcast Nostalgizando 2000, produzido como avaliação para a disciplina de Radiojornalismo, o grupo pesquisou e trabalhou em cima de dados sobre artistas de sucesso no início daquela época. Usamos as vendas de discos de Rihanna, cantora barbadense de grande sucesso mundial.
            A cantora tem sete álbuns com vendas consolidadas – o que atendia às necessidades da pesquisa para desenvolver o gráfico de correlação. Esses álbuns foram lançados entre 2005 e 2012. O oitavo álbum, “Anti”, foi lançado em 2016 e, por ser tão recente, não entrou na comparação. 
            Na fase de pesquisa, buscamos os álbuns dela e encontramos as seguintes informaçōes: a quantidade de cópias vendidas no mundo, nos Estados Unidos e Reino Unido. A fonte dos dados coletados foram os Charts da Billboard. Após encontrá-los, criamos um documento no Excel com os dados e os correlacionamos, com ajuda da professora de estatística Sheila Maia.
            O primeiro gráfico para a apresentação final de Tecnologias de Informação e Comunicação foi desenvolvido no Fusion Tables, ferramenta da Google. Lá, inserimos o arquivo do Excel em xlsx, e procuramos as melhores opçōes de representação gráfica para aqueles dados específicos. O gráfico escolhido no Fusion Tables foi o de barras. Finalizamos ele e postamos no blog.
            Após produzir o rascunho do gráfico final à mão, debatemos com a professora de Infográficos Vera Lima o que poderia ser feito para incrementar o gráfico e deixá-lo visualmente bonito e informativo. Trabalhamos nesse projeto na aula dela e terminamos com a supervisão final do professor de TIC.
            Com o infográfico pronto, produzimos o texto final sobre as informaçōes disponíveis e facilitando a leitura para os leigos. O texto foi postado junto com o infográfico no blog. Colocamos lá também os três episódios do Nostalgizando 2000.


ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING

Anna Beatriz Dias, Giulia Belló, Júlia Faber e Juliana Botelho
Professor Leonardo Marques
Tecnologias de Informação e Comunicação

CSJN3A

Rihanna - Venda de Álbuns

        A cantora Rihanna é sucesso de vendas desde seu primeiro álbum. Nascida em Barbados, uma ilha da América Central, sua estréia nas paradas musicais foi com "Music of the Sun", em 2007 - com faixas alegres, que representam bem sua origem. Esse disco vendeu 1 milhão de cópias em todo o mundo, mais de 600 mil delas apenas nos Estados Unidos.
       Logo no ano seguinte, lançou pela Def Jam Recordings - mesma gravadora do seu debut, "A Girl Like Me". O segundo álbum deu um salto de 300% nas vendas mundiais e, além de fazer muito sucesso nos EUA, teve um aumento considerável na recepção britânica com 587.308 cópias distribuídas até maio deste ano.
        Marcando uma mudança de estilo, "Good Girl Gone Bad" foi lançado em 2007. Deixando o pop de lado e focando em faixas dançantes e carregadas de R&B, o álbum elevou a carreira de Rihanna à outro nível. Com participaçōes de Jay-Z ("Umbrella"), Ne-Yo ("I Hate That I Love") e Maroon 5 ("If I Never See Your Face Again") o álbum vendeu mais de 11 milhōes de cópias - o recorde da cantora até hoje. "Umbrella", aliás, ficou sete semanas no topo da Billboard.
       Dois anos depois, "Rated R" não chegou nem perto do sucesso de "Good Girl Gone Bad", com pouco mais de 600 mil cópias no Reino Unido. A produção do quarto álbum começou depois de Rihanna ser agredida pelo também cantor Chris Brown, seu ex-namorado - o que resultou em faixas com um tom mais pesado, explorando muito a voz da cantora no R&B e HipHop.
        O quinto álbum de estúdio da cantora voltou a crescer nas vendas. "Loud", foi lançado em 2010, teve grandes colaboraçōes como Drake ("What's My Name?"), Nicki Minaj ("Raining Men") e Eminem ("Love the Way You Lie - Part II"). Ele voltou a ter uma pegada mais dançante misturada com o R&B e vendeu 8 milhōes no mundo todo com, curiosamente, mais sucesso em vendas no Reino Unido do que nos EUA.
        "Talk That Talk"foi lançado no ano seguinte. As músicas seriam inicialmente lançadas como uma sequência de "Loud", então manteve o ritmo dançante. Teve um rendimento de 1 milhão de cópias no Reino Unido e quase 1,2 milhão nos EUA.
        Em 2012, foi lançado "Unapologetic", que teve dois singles de sucesso: "Diamonds" e "Stay", este último com colaboração de Mikky Ekko e com direito a uma bela performance no Grammy Awards de 2013. O sétimo álbum de Rihanna vendeu apenas 635 mil cópias no Reino Unido. Mas a música mais polêmica dele foi "Nobody's Business", já que é uma colaboração com seu ex, Chris Brown.
        Após uma pausa de quatro anos, a cantora lançou de surpresa "Anti", em janeiro de 2016. Disponível na plataforma de streaming Tidal, vendeu, em apenas 15 horas, um milhão de cópias. Mas os charts mundiais, dos EUA e Reino Unido não foram atualizados até a produção desse texto e do infográfico.

   Fonte: Billboard, disponível em http://www.billboard.com/charts/

Entrevista de TIC com Luiz Ernesto Magalhães

Luiz Ernesto Magalhães é repórter da editoria Rio do jornal O Globo. A entrevista foi realizada via telefone.


  • De forma geral onde começar a buscar informações para escrever uma matéria?
Isso depende da matéria que você vai fazer. Por exemplo, se você vai fazer uma pauta de uma coletiva, o interessante é antes da coletiva você saber do que você vai fazer. Se você for fazer matérias de determinados assuntos, podemos procurar a matéria no próprio jornal, por exemplo, se você quer fazer uma matéria histórica, do tipo "Prometeram fazer uma reforma na Avenida Brasil", então você pode falar sobre quanto tempo prometeram fazer essa reforma, daí você faz essa pesquisa no próprio jornal, você pode fazer análise de dados, procurar em lugares que tenham fontes confiáveis, entrevistar especialistas, ou seja, fazer um estudo, achar fonte que está em um relatório, em decisão política, etc, pois a fonte está em todo lugar.


  • Como são selecionada as pautas no veículo que você trabalha?
Na reunião de pauta são sugeridas matérias e estas são escolhidas para serem publicadas de acordo com o perfil do jornal e a importância da notícia. Este processo ainda pode ser mudado, já que o que é aposta de pauta durante o dia pode mudar, pois é dinâmico ou a pauta pode cair. 


  • Quem seleciona faz essa seleção?
Não existe apenas um responsável pela seleção de notícias, mas sim um conjunto, já que é um trabalho feito pelos editores, chefes de reportagem, ou pelos próprios repórteres.

  •  Possui alguma metodologia pra isso? Qual?
É dinâmico, muda muito, pois às vezes a matéria que estou produzindo não vai ser publicada naquele momento. Eu procuro no Google sobre o que quero fazer, posso encontrar alguma pesquisa de especialista sobre o que estou fazendo. Procuro e fico atento, e isso é de acordo com sua experiência, com seu dia-a-dia no trabalho.

  • O que considera fontes seguras na internet?
Depende, se eu encontro um estudo de um pesquisador sobre determinado assunto, se eu encontro algo publicado em determinado local, aquilo pode servir para mim, na maioria dos casos, como o início de apuração. Se a pessoa fez uma pesquisa, publicou uma tese, em última instância eu cito só o estudo, pois eu vou tentar achar a pessoa e dar o crédito para ela junto do que foi publicado, mas muitas vezes a rapidez para produzir uma matéria não permite isso. Se tem uma informação em determinado site que a gente considera confiável, a gente cita a fonte.

  •  Ferramentas na web que ajudam na aquisição e organização da informação? E no celular?
Eu costumo usar a planilha Excel, o Google Doc, Redes Sociais (como o Facebook), Whatsapp, Email, Periscope, Skype, Telegram.

  • Desafios que surgem com as novas tecnologias?
Todo dia tem uma tecnologia nova, todo dia é um desafio. Todo dia você tem que aprender uma coisa nova. No passado eu tive dificuldade com a máquina de escrever, e com a entrada do computador, mas eu me adaptei.
Entrevista feita por Anna Beatriz Dias.

Entrevista de TIC com Tomás Battaglia


Tomás Battaglia trabalha no Jornal da Alerj. A entrevista foi feita através de WhatsApp.

  • Em que jornal você trabalha? E qual seu cargo?
Sou repórter no Jornal da Alerj


  • Quem seleciona o que será notícia?
 Existem dois chefes de reportagem, que selecionam os assuntos por relevância. Como é no Jornal da Casa Legislativa, os assuntos são todos de interesse público.


  • Como essa seleção é feita?

Geralmente é feita pela própria mídia de fora e nós apenas damos o tom. Por exemplo: CPI dos Autos de Resistência é algo bastante acompanhado pelos meios de comunicação tradicional e pela população, de modo que acabamos dando um destaque maior para ela, em detrimento de alguma outra matéria que falasse sobre alguma exposição de arte.

  • De forma geral, onde começar a buscar informações para escrever uma matéria? Possui alguma metodologia para isso? Qual?
Meu trabalho é voltado para as informações da Alerj, então recebo informações interna.

  • Como organiza essas informações? Onde guarda e como acessa?

No Google Drive, que é ótimo para estocar textos, informações, contatos e fontes. Além disso, é fácil de organizar e compartilhar com outros colegas.




  • O que considera fontes seguras na Internet?
Fontes seguras geralmente são portais grandes de notícia, como O Dia, G1. Além deles, grandes colunistas e especialistas também são bons. Fernando Molica e Berenice Seara são especialmente eficientes para mim, já que cobrem a Alerj. 



  • Ferramentas na web que ajudam na aquisição e organização da informação? E no celular?
A que eu mais uso é o Google Drive, como já tinha dito.




  • Desafios que surgem com as novas tecnologias?
Conter boatos e verificar informações mais rapidamente. Ao mesmo tempo que facilita, também pode prejudicar.


Entrevista feita por Leonardo Mello

Entrevista sobre TIC com Kaio Esteves



Kaio Esteves é jornalista dos jornais SBT Online, O Liberal Regional, de Araçatuba (SP), e Folha de São Paulo. Tem ainda um blog sobre o Corinthians no site da ESPN. O contato com ele foi feito primeiramente pelo Twitter e depois as perguntas foram encaminhadas por e-mail.


  • De forma geral, onde começar a buscar informações para escrever uma matéria?


Existem várias formas de buscar pauta, mas o jornalista precisa ser criativo e ter o famoso "feeling". Há vários caminhos: você pode acompanhar um caso e suitá-lo buscando atualizações, como, por exemplo, uma ponte que está condenada. Dá para noticiar a ponte quando ela for interditada e depois mostrar que "nada mudou" quando completar 30 dias ou 60 dias, se nada realmente for feito pelo poder público. Ter essa percepção do que é relevante para o interesse público é o principal.


  • Como é feita a escolha da reportagem que vai ser publicada? E quem faz essa escolha no veículo que você trabalha?

Reuniões de pauta são feitas diariamente nos dois veículos que trabalho (SBT Interior e jornal O Liberal Regional). Aí, junto com editores e produtores, decidimos o que vão fazer. Na Folha de SP eu "vendo" a pauta aos editores do jornal e eles aprovam ou não. Se aprovam, eu produzo e envio. Na ESPN eu tenho espaço livre porque é um blog de torcedor de futebol, mas são sempre assuntos relacionados ao meu clube de coração, o Corinthians.


  • Possui alguma metodologia para isso? Qual?

Ler jornais, estar sempre atendo aos acontecimentos e buscar caminhos diferentes dos outros. Cada ponto de vista é a vista de um ponto. Se o seu for melhor, seu texto será melhor.



  • Como organiza essas informações? Onde guarda e como acessa?

Agenda é sempre bom. Manter uma agenda para datas e uma agenda para contados é essencial. Eu uso tudo de forma física. Minhas agendas são de papel, não eletrônicas. Nada contra, mas prefiro assim.



  • O que considera fontes seguras na Internet?
As notícias verdadeiras sempre estarão em veículos com credibilidade. Tem muita gente compartilhando conteúdo inexistente que é colocado na internet como se fosse verdade. Os casos envolvendo os escândalos de corrupção no país são o maior exemplo disso. Isso desinforma e só prejudica. É importante analisar onde o texto está postado, se a plataforma é séria e se o texto tem fundamento, além da escrita. Saber analisar isso é fundamental.


  • Ferramentas na web que ajudam na aquisição e organização da informação? E no celular?
As plataformas dos veículos ajudam. Eu prefiro usar o computador e ler jornais, mas é uma plataforma a mais e algo que vem crescendo a cada dia.



  • Desafios que surgem com as novas tecnologias?

O jornalismo mudou muito por causa das novas tecnologias. Os jornais mudaram, a TV mudou. O desafio é diário em produzir conteúdo atrativo, atual e ao mesmo tempo não dê o que a internet mostra, em tempo real. É algo mais analítico e aprofundado. Isso enriquece, apesar de ser difícil.


Entrevista feita por Giulia Belló

Entrevista sobre TIC com Francini Augusto

Francini Augusto é jornalista da BandNews. A entrevista foi feita via WhatsApp.

  • De forma geral, onde começar a buscar informações para escrever uma matéria?
Lá na BandNews as matéria muitas vezes partem de denúncias ou sugestões de pauta.  Neste caso, conversamos com fontes, personagens e buscamos o máximo de informações que possam contribuir com o conteúdo abordado.

  • Possui alguma metodologia para isso? Qual?
Um exemplo que aconteceu há pouco tempo: taxistas estavam dizendo que a guarda municipal estava multando o motorista que não estivesse com a vacinação em dia. A prefeitura negou, mas muitos denunciavam a ação. Ligamos para o atendimento da prefeitura e de fato informaram que a vacina "tríplice viral" era necessária. Sendo que a secretaria municipal de transporte apenas pode exigir a situação legal do veículo e não do condutor. Ouvimos a prefeitura, mostram que de fato havia um ruído na comunicação e ouvimos os taxistas. Você deve  ouvir sempre todos os lados envolvidos na história. Lógico que nem sempre é possível, mas seu papel é buscar isso.



  • Como organiza essas informações? Onde guarda e como acessa?
Um bom jornalismo tem uma boa agenda. Contato é tudo. E você vai fazendo seus contato e fontes com o passar do tempo. O importante é anotar tudo sempre, mesmo que pareça uma informação boba, talvez lá na frente você precisa pra alguma matéria. Chegamos a quase ser acumuladores, (risos) guardando tudo sempre que pode usar um dia na pauta.



  • O que considera fontes seguras na Internet?
Fontes seguras basicamente encontramos em sites oficiais como prefeitura, governo do estado. O Google pode te ajudar a buscar um contato ou outro, mas não podemos nos basear em publicações ou números que não sabemos de onde veio. A internet é mais uma ferramenta que veio somar ao trabalho do jornalista. Mas não para fazer o nosso trabalho. O bom e velho telefone ou uma entrevista pessoalmente, o olho no olho, ainda é a melhor forma de conseguir informações.



  • Ferramentas na web que ajudam na aquisição e organização da informação? E no celular?
Existem sites ou comunidades onde jornalista trocam figurinhas, como sugestão de fonte ou contatos. Hoje o Whatsapp faz bastante essa função, mas o primordial é sempre checar a informação. Por exemplo: saiu do globo que a Igreja da Candelária está pegando fogo: ali parte um ponto de partida, mas não é só pelo motivo de estar no jornal O Globo que podemos repassar a informação. Eles podem ter se confundido por exemplo, ou [era só] uma simulação de incêndio. Temos por obrigação ligar para os bombeiros para ver se foram acionados. Ligar para o local, para o comércio ao redor. E assim vai se construindo uma teia de informações que levam até a notícia.


  • Desafios que surgem com as novas tecnologias?
Eu sou bem nova nesse meio ainda, aos 27 anos vejo que a tecnologia me ajuda hoje muito mais do que ajudou o meu chefe Boechat, por exemplo. Mas isso não significa que seremos melhores. Temos que ter a percepção que elas vem somar e não fazer nosso trabalho. O copiar e colar vem se tornado muito frequente em algumas redações. Nossa melhor ferramenta é o cérebro. Na hora que a bateria do celular acaba no momento da entrevista a boa e velha memória vai ajudar a compor o produto final. Não da pra confiar apenas num gravador. E se falhar? A gravação sumir? Você perde a matéria? Não pode. Um repórter não pode voltar pra redação de mãos vazias do jeito que saiu. Agora também somos muito mais cobrados. Hoje, quando saio para uma pauta eu preciso filmar, fotografar, entrar no ar ao vivo. Tudo quase que simultaneamente. Um profissional limitado não dá conta de tantas cobranças. Por isso precisamos nos atualizar e aderir a novas possibilidades sempre.

  • Como é feita a seleção das matérias que serão publicadas e quem faz a escolha no veículo em que você trabalha?
O chefe de reportagem é o responsável em pautar os repórteres com as matérias que serão produzidas. Mas nada impede do repórter levar uma sugestão e investir na matéria. Por exemplo, a pauta do dia é uma matéria sobre a visita de Dilma ao Rio. Na mesma pauta eu posso por elementos fora dos que a chefia indicou, mas tudo sempre com a permissão deles, claro.




Entrevista feita por Anna Beatriz Dias